segunda-feira, 22 de abril de 2013

SAUDADES

SAUDADES, 

Saudades de ficar em sua companhia
Saudades de ficar simplesmente sentado
                ao seu lado na área
Saudades de sentir o vento batendo no rosto,
                de sentar no ladrilho gelado do chão




Saudades de olhar para o lado e lá, também, lhe ver sentada, deitada no ladrilho.
  




Saudades de me virar e com apenas um olhar e,
               ambos em cumplicidade se perguntarem 
               o que vamos fazer para o café





Saudades de ficar horas contigo pensando nas diversas hipóteses de café 







- bolinho, pão com margarina quentinho,    
               bolo de prestigio e com café  
               com leite bem quentinho.
               até lasanha e empadão já rolou
  


Saudades de fazer tudo isso quanto tomamos um bom e "trincando" terere.



Saudades das altas risadas,
               dos altos papos 
               de colocar um som bem alto
               ou chegar com microfone e tudo 

Saudades de ficar em silencio  e não se sentir só,           
       pois mesmo   em silencio no ladrilho gelado  nós sabíamos,
mesmo sem olhar,
que tanto um quanto o outro 
estavam ali

sabíamos da presença, 
não pelas conversas,
sabíamos apenas por sentir o calor do outro
sabíamos por sentir a respiração um do outro
quase que simultânea
tudo em plena sintonia 

Saudades de fazer tudo isso
e por incrível que pareça 
foi preciso apenas uma área e dois bons amigos.   

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

REFLEXOS DA DIFERENÇA 





  Uma sala de aula com mais de quarenta estudantes. Todos com o mesmo objetivo: Aprender e ir bem na prova.

   O professor explica sobre o tema; o aluno da frente ri; a garota do lado se revolta; o do canto indaga; e o do fundão cochila. 

O assunto é muito simples para o sorridente,
a 'toupeira' revoltada não entende e por isso se revolta,
o que indaga tenta entender, mas faz tantas perguntas que acabou-se a aula, mas o do fundão ainda cochila.

O sorridente foi para a casa confiante, a garota estressada, o do canto ainda confuso e o do fundão foi dormir.



 O dia chegou! 
A prova foi aplicada.
O sorridente reprovou, a estressada não compareceu, 
o do canto ainda está com dúvidas e o do fundo
passou.


O sorridente por excesso de confiança não leu direito e reprovou, a estressada sequer estudou, o do canto cheio de dúvidas não concluiu os exercícios e o que só cochilava acordou, leu a matéria e passou.



Moral da História 

Excesso de confiança pode prejudicar e muito.
quando se trata de aprendizagem ninguém é o dono da razão e da verdade absoluta. 
Todo cuidado é pouco, seriedade e humildade também lhe caem bem.

Estresse e revolta pode ser um reflexo do medo do desconhecido, medo do novo, é reflexo da preguiça, da falta de esforço para alcançar algo. É um comodismo escondido sob as vestes da ira.

As dúvidas são os questionamentos que impulsionam, que instigam o saber. São dúvidas que buscam um resultado, uma verdade, mas quando as perguntas não estão levando a lugar nenhum é sinal que está na hora de parar com as perguntas e tentar observar os fatos por outra ótica, ou simplesmente parar de tentar ver algo além do que realmente está a sua frente.

Cochilar não significar dormir, e muito menos a expressão "dormir no ponto" a própria linga portuguesa apresenta significados distintos para ambas as palavras.
Muitas vezes o fato de aparentar inerte, disperso aos fatos que ocorrem diante de ti pode simplesmente ser em decorrência de que o caso concreto não mereça tantas perguntas, tantos estresses e nem tanto excesso de confiança e ansiedade. Apenas deve ser colhido da forma mais simples que lhe foi passado... sem maiores alardes.


Os casos quem nos são apresentados são como a água, podem ser cristalinos, turvos, agitados e serenos, mas mesmo assim não deixam de ser apenas um caso que diante de quem o observa pode tomar alguma das formas antes mencionadas. 



terça-feira, 7 de fevereiro de 2012




When your standing on the edge of nowhere,
There's only one way up
So your heart's gotta go there,
Through the darkest night,
You see the light shine bright,
When hero's fall,
In love or war,
They live forever,

This is a song, for the lonely,
can you hear me tonight
for the broken hearted,
battle scared,
I'll be by your side.
And this is a song, for the lonely,
When your dreams won't come true,
Can you hear this prayer,
Coz someone's there,
For you...

Love don't need a reason,
She can pick you up or leave you bleeding,
I've seen a strong man cry,
I know the reason why,
we all forgive,
we all forget,
we just keep believing...

This is a song, for the lonely,
can you hear me tonight,
for the broken hearted,
battle scared,
I'll be by your side.
And this is a song, for the lonely,
When your dreams won't come true,
Can you hear this prayer,
Coz someones there,
For you...

(Don't give up)
So let it find you,
(Just hold on)
Wherever you may go,
(Here me now)
I'm right beside you,
You don't have to look no more
You don't have to look no more

Oh no!

Coz This is a song, for the lonely,
can you hear me tonight,
for the broken hearted,
battle scared,
I'll be by your side.
And this is a song, for the lonely,
When your dreams won't come true,
Can you hear this prayer,
Coz someones there,
For you...

It's gonna be alright
It's gonna be alright
It's gonna be alright

This is a song, a song for the lonely,
and that's not you only,
through the darkest night,
you're gonna see the light.
Love don't need a reason,
just to leave you bleeding..

Can you hear this prayer,
coz someone's there.
Can you hear this prayer,
someone's there.

This is a song, for the lonely,
can you hear me tonight,
for the broken hearted,
battle scared,
I'll be by your side.
And this is a song, for the lonely,
When your dreams won't come true,
Can you hear this prayer,
Cause' someones there,
for you.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

MUNDINHO



De uma conversa a toa que tem a seguinte frase:


HAHAHAHA ESSE MUNDO LESBIANISMO É PANCADÃO PARA MINHA CABECINHA.
HORAS EM CASA DE SALGUEIRO, HORAS SEM CASA, HORAS NA VIDA, HORAS SEM RUMO (...).
SEM ESCREVER EM CAIXA ALTA E BEM BAIXINHO SÓ ENTRE NÓS...  (...)" .


Surge o seguinte texto:


"Sou mais o meu mundinho...
...que é de faz de contas Queiroz" 


Ver as estrelas?
Só se for um hotel 5 estrelas!
Não trabalhou? Não estudou?
Dançou!


Cara feia para mim é fome.
Se não for de dieta; Vaza!

E viva a diversidade.
Bonecão de Olinda, também é atração!
Acabou a festa e ele volta ao normal.

Amém!

Acredito em príncipes e princesas.
Uma já morreu em acidente de carro
O outro tinha mais amantes que os anéis de brilhantes.
Quem dera.

Acreditar no amor é fato!
Viver é um saco!
Que diga Noel. 

Temos que ter respeito, educação, integridade moral.
Para isso: um pouco de cara de pau.
Sem isso BAU BAU.

Mulheres se beijam, pois não podem se morderem!
Homens se agridem, pois não podem se beijarem!













Mas no fim...
São todos sérios, íntegros e de acordo com os preceitos morais da sociedade.









Sociedade que evoluiu dos macacos 
De lutas Greco-romanas
Do olho por olho dente por dente (...)".



FIM


terça-feira, 16 de agosto de 2011

"GUERRA DAS FLORES









"gerra das flores!




"gerra das flores!


A Rosa com todo glamour critica e complica.Quer saber por quê a rosa tem nome de Rosa se não é rosa?

O Sol responde para Rosa que a rosa tem nome de Rosa pelo mesmo motivo que o o gira-sol tem o nome de Gira-Sol sem girar o Sol.

Não entendi?!
Fala a Rosa glamourosa


O Sol tenta explicar que é pelo mesmo motivo que ele se chama Sol sem ser o Sol e ela se chama Rosa sem ser rosa 

Não entendi?!
Fala a rosa que complica e crítica 


Nem Eu! (Sol)

A Rosa que critica e complica se trumbica
Não tem resposta para uma resposta que não teve resposta"








sexta-feira, 15 de julho de 2011

Hoje dia de sol. Maravilhoso sol. Sol tão forte que anima, sol tão forte que desanima.
Preguiça de pensar; preguiça de escrever; preguiça de uma linha de raciocínios lógicos de palavras difíceis fazer.
Por este motivo, apenas uma poesia vou tecer.

O carro é do ano
A roupa com estilo
Mas acho que é só tipo.

Falta algo nos olhos
Falta algo na dança
Mas sobram aqueles papos de ignorância

Faz pose
Faz carão
Banca pinta de machão!
Mas no fundo existe algo que bate e ele não sabe não

Toca musicas de reggae, eletro lounge, pop e rock
O que mais procura é chamar a atenção
Atrás do foco do holofote esquece de mostrar no que realmente pode.

Tentando ficar por cima da cerne fresca
Não arrisca
Diz conforme a galera
Mesmo que isso o enlouqueça
O que importa é ficar por cima da carne fresca

Ao fim do dia percebeu que não recebeu nem um bom dia
Ao cair da noite nem um “boa noite”

Era noite era dia
Não importava o que ele fazia
Por medo do que diziam
O dia não mais sorria

Esqueceu de pensar por si no que podia
Ainda falta algo nos olhos  
Falta algo na dança

O olhar curioso que sempre podia se desencanta
O olhar se perdeu para o da propaganda 

quinta-feira, 7 de julho de 2011

QUEM DISSE QUE MULHER É O SEXO FRÁGIL?

Hoje me deparei com uma cena intrigante e ao mesmo tempo incrível que ocasionou uma pergunta.
QUEM DISSE QUE MULHER É O SEXO FRÁGIL?

A cena é simples: 
uma mulher de uns 60/70 anos sentada em um banco e um Sr. de 70/80 anos em pé de costas para senhora.
A mulher se levanta toca nas costas do senhor e manda ele se sentar. O senhor com a aparência frágil e com mãos tremulas vira-se em direção ao banco e senta.








Alguns minutos depois percebi que se tratava de um casal e logo imaginei (...)











Esse senhor em seu tempo Auro conquistou o amor da senhora. Primeiramente esbanjando seu charme, cavalheirismo e FORÇA. De inicio era ele quem provia o sustento da família, quem abria a porta do carro e da casa. Foi ele que no casamento a carregou em seus braços até a cama num gesto de amor. Era ele quem puxava a cadeira para que ela se sentasse. 



Hoje é ela quem abre as portas; é ela que se levanta para ele sentar; é ela que sem mostrar força alguma, apenas com um sorriso uma voz calma o leva para cama num gesto de amor. (...)

R:“a mulher faz tudo que o homem faz, mas com uma diferença: já carregando o peso da idade”.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Ainda prefiro Cindy Crawford





"o mundo não para só porque tu quer
 o mundo só para quando Deus quiser
o mundo parou ao redor e ao do meu lado
o mundo parou eu aqui tão calado(...)"


O mundo ta louco de pedra! As crianças não brincam mais na rua.
Diz a garotada que a  moda agora é beijar na boca e namorar pelado.
Ah! desculpe! Isso faz uns cinco anos. A moda agora é velocidade cinco seis, sete, sela lá Créuw!

O cheiro da chuva já não lembra terra molhada,
A brisa o vento não lembra praia, sol, mar ou vento dos campos,
O choro de criança não traz a lembrança de casa cheia, bolo de fubá leite fervendo vó mãe filha e neta reunias ao lado de um fogão a lenha.

Chuva, Vento e Choro estão mais para esgoto, pó e estresse subsequentemente do que para qualquer outra coisa. Bom, segundo reportagem do fantástico o choro do bebe irrita mais que sirene de ambulância,  buzina de carro,  gritos eufóricos e outros fatores.

Meninos e meninas entre quatorze e dezesseis em plena fase de desenvolvimento escutam musicas que muitas vezes não sabem o significado. E quando sabem não deveriam saber. Frases do gênero "quem é que manda aqui?" "desculpe pai" "me toque" "eu sou quente" "eu e você ou a três(1,2,3)".

Padrões de belezas são quebrados a todo instante! É verdade que não se deve criar um esteriótipo, um ideal de beleza. Não se deve dizer que o gordo é feio ou bonito; que o magro é elegante ou engraçado; que o loiro é americano ou europeu; que o negro é latino dou africano, etc. MAS, também não vejo o o porque de transformar tudo em uma farra do Boi.

Hoje vi um 'post' que diz "Natalia Kills a nova Lady  Gaga". Realmente um clipe + -  louco quanto o da Lady Gaga, o qual também busca quebrar todos os tipos de padrões. Sinceramente não consigo gostar de nada disso. As musicas, ritmos e letras são excelentes MAS, esse intuito de causar chocar, essa aparência andrógena que não se sabe quem é quem, onde se mistura homem, mulher, caveira e animal e tudo do reino animal é fora "da casinha literalmente"!!!

Hoje não se sabe quem é quem. Um garoto e uma garota de quatorze anos são quase que a mesma coisa tanto indo como vindo.

Agora tirando o preconceito de lado, pois brigamos pela liberdade o tempo inteiro. E também chega de hipocrisia temos que atentar para a realidade.

Sou mais as modelos do estilo e época Cindy Crawford onde meninos se vestem de meninos e meninas de menias.


que meninos que gostem de meninos fiquem com meninos
que meninas que gostem de meninas fiquem com meninas
que meninas que gostem de meninos e meninos que gostem de meninas consigam distinguir um do outro nesse mundo louco de pedra!





    

 
 

domingo, 6 de junho de 2010

"Lá Bailarina e o Soldadinho de Chumbo"


''Lá Bailarina e o Soldadinho de Chumbo''

Um segundo ... É uma questão de tempo.

Tempo ... É a denominação para os segundos.


Fechar os olhos perante a cortina. Escutar os sons que ecoam ao seu redor. Sentir a vida de outro modo...

É uma questão de experimentar.


Um ponto de vista nao pode ser dado... se não experimentado.

Sentido na pele.


Os ''porquês'', não são respondidos quando se deixam de enfrentá-los.

Mas o por quê de deixar de enfrentá-los não necessita de explicação.


[ Uma linda bailarina senta em sua cama, abraça forte seus joelhos. Uma dúvida paira sobre seu olhar. Seus medos e incertezas estão cada vez mais concretos, mas mesmo assim ela nao consegue acreditar.


Paralisada, com dor nos pés, a bailarina se desfaz dos laços em volto da sapatilha. E esta, já em suas mãos, se espalham como cristais no chão.

A vontade de cantar e dançar já não é certa. Os sentidos de sua real existência... perderem-se todos. A beleza do palco e dos aplausos... já não tem graça.


Mas o motivo? ...

Ela não sabe!

E se põe a chorar.


Um vento forte sopra ao seu ouvido...

Uma brisa leve acaricia sua face pálida,

mas mesmo assim lhe falta o ar para respirar.


Há três dias ela sorria, há três dias ela o fez sorrir, ...

lhe contou muitos contos, lhe falou muitos causos,

mas ontem ecoou o seu causar.


Passou pelo seu ouvido como aquela brisa.

Entrou em seu peito como aquele sopro!

O vento frio.


Não sentado abraçado aos joelhos, mas em pé; parado feito chumbo! ...

o soldadinho parou de respirar.


Logo, a bela bailarina já estava em pé!

Logo, a grande bailarina se pôs a dançar.

O soldadinho então... volta a caminhar.


O que houve?

A bailarina não sabe explicar.

Com ou sem respostas o soldadinho não precisa perguntar.


Andando juntos pelo caminho a bailarina não deixa de reparar...

O soldadinho duro feito chumbo não está a respirar.


O que houve? ... Ela não sabe,

Mas o soldadinho se põe a falar...


Sentados horas ali ficaram. De olhos fechados; sentindo o vento; escutando todos os sons ao seu redor. Imaginando o que poderia ser cada um deles. Tendo apenas o prazer de experimentar!


Sentados frente ao sol estavam a bailarina e o soldadinho, que agora respirava, mas permanecia inerte feito chumbo.
Por: Ricardo Augusto.
Jack! pour vous, mon cher.